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domingo, 12 de outubro de 2008

Acentos Massoréticos

Acentos Massoréticos (Edson de Faria Francisco)


Veja mais:

O sistema de pontuação hebraico bíblico (massorético)

Neologismo semântico na massorá tiberiense

Hebrew Cantillation Marks

sábado, 9 de agosto de 2008

O sistema de pontuação hebraico bíblico (massorético)

Cônscios de que muitos não têm como entender o que tentamos explicar aqui, buscamos explanar de modo mais sucinto: é como se pudéssemos dizer em português com as seguintes pausas: "No princípio, criou Deus; os céus, e a terra." Seria como se o sistema de pontuação hebraico permitisse em seu meio interrogações e questionamentos: "No princípio..." (que aconteceu?) "...Criou Deus!...." (E, que criou?) "...Os céus..." (Somente isto?) "...E, a Terra!". Em outro caso, vemos o texto explanando o que é o fruto da cidra, elevado entre outras espécies vegetais durante a festa de Sucôt (Tabernáculos) pelos israelitas, no Templo, conforme a ordem bíblica. Ali temos, em determinado trecho, "...Peri ets, hadar..." - ou seja: "...fruto de árvore..." (que fruto?) "...hadar!..." (fruto louvável!), e, em outro trecho, "...peri, ets hadar!" - (que tipo de fruto?) "...fruto, que seja de ávore louvável!". No primeiro caso, o fruto é o louvável. No segundo, a árvore - fatores que dão motivo às controvérsias no Talmud. Os tradutores não hebreus, porém, muitas vezes perdem o sentido devido ao sistema semítico de pontuação. >>> Leia mais, clique aqui.

Veja mais:

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Neologismo semântico na massorá tiberiense

Neologismo semântico na massorá tiberiense
Edson de Faria Francisco
Tese de Doutorado
Área de concentração:
Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH)
Data de Defesa:
07/03/2008
Resumo: O trabalho meticuloso de preservação e de transmissão da Bíblia Hebraica elaborado pelos massoretas, no período medieval, recebe o nome de massorá. Tal designação técnica refere-se, especificamente, ao conjunto de anotações escrito nos códices massoréticos medievais de tradição tiberiense. Tais observações são também encontradas nas modernas edições críticas da Bíblia Hebraica e em algumas publicações de Bíblias rabínicas. As observações foram elaboradas e desenvolvidas por três tradições massoréticas distintas: a babilônica, a palestina e a tiberiense. A massorá de tradição tiberiense é aquela que se tornou definitiva e a mais estudada pelo mundo acadêmico. A massorá de tradição tiberiense é composta por itens terminológicos de procedência aramaica e hebraica. Os termos massoréticos foram usados de forma específica para indicar os vários aspectos do texto da Bíblia Hebraica, como questões relacionadas a consoantes, sinais vocálicos, acentos de cantilação, palavras, expressões, grafias, além de detalhes e observações gramaticais. Esse trabalho teve como objetivo principal a preservação e a transmissão completa do corpus das Sagradas Escrituras hebraicas. Devido a tal fato, esta tese é dedicada a dois objetivos principais: 1. Estudar e trazer contribuições sobre a realidade lingüística vivida pelos massoretas e seu trato das línguas hebraica e aramaica dentro da massorá. Esse estudo pretende verificar se a linguagem da massorá poderia constituir um jargão, uma gíria ou uma linguagem de especialidade. Além disso, o trabalho aborda, mesmo que brevemente, questões relacionadas à linguagem elíptica e sintetizada da massorá. 2. Seleção e análise de um conjunto de itens terminológicos massoréticos registrados no Códice de Leningrado: Firkowitch I. B19a (L), classificando-os de acordo com sua natureza semântica, como monossememia e polissememia e tipos de neologia semântica, como extensão, estreitamento, sinédoque etc. Em suma, uma classificação de possíveis situações de neologismos semânticos presentes na massorá tiberiense, como registrada no Códice L.

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Masora Parva Comparada

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Hebrew Cantillation Marks

Hebrew Cantillation Marks
A short description of the Hebrew cantillation marks (ta’amim) and their usage for structuring the Bible text, by Helmut Richter.

A short description of the Hebrew cantillation marks and their usage for structuring the Bible text is given. The problems of their representation in modern character codes are briefly outlined. The article contains also tables with the Unicode and the Michigan-Claremont codings of the cantillation marks. Cantillation, which obviously is the purpose of cantillation marks, is not treated here.

Veja mais:

FERREIRA, Cláudia A.P. O pacto da memória: interpretação e identidade nas fontes bíblica e talmúdica. Tese de Doutorado em Ciência da Literatura (Poética). Rio de Janeiro, UFRJ/Faculdade de Letras, 2002. Páginas 48-49:

A acentuação massorética foi criada pelos massoretas, os escribas, antigos mestres fariseus, que preservavam o texto bíblico. Como o alfabeto hebraico só possuísse consoantes, os massoretas criaram no século IX um tipo especial de vogais, na realidade pontos e traços, colocados acima, ao lado e abaixo das consoantes, permitindo desta forma uma prosódia adequada do texto bíblico preservando o seu sentido. Os massoretas também criaram símbolos para os acentos musicais, chamados de taamim, que significa, literalmente “gostos”; denominados às vezes, neguinot “notas” ou “melodias”.[1]


Esta acentuação constituía um sistema de notação musical para o cântico do texto hebraico nas leituras públicas da Torá (Pentateuco).[2]

A entoação do texto bíblico por meio dos acentos colocados acima e abaixo das sílabas hebraicas pode ser descrita como uma forma de declamação musical, realizando a fusão da palavra com a melodia. Os taamim assemelham-se grandemente às neumas, o sistema de sinais musicais que a Igreja Bizantina foi a primeira a adotar. As neumas e os taamim apareceram no século IX: ambos representavam sistemas rudimentares e inexatos de notação de cantigas. Os taamim eram indicações ligeiras ao leitor ou entoador: eles sugeriam quando elevar, abaixar ou sustentar a voz, ou quando deveria fazer uma pausa longa ou breve. Este sistema de notação não colocava a ênfase na música, mas nas sílabas das palavras hebraicas do texto, o ritmo provinha das sílabas que havia no cântico. Com o tempo, tropos ou grupos de notas foram justapostos para a ornamentação das sílabas mais significativas visando dar-lhes maior ênfase musical e aprimorar o texto.

Os taamim não indicavam valores dinâmicos precisos em tom e em tempo e não tinham escala nem ritmo. Não havia ordem na seqüência de sons. O leitor-cantor não obedecia a regras, mas simplesmente improvisava elevando, baixando e sustentando as notas, e fazendo pausa quando os sinais indicavam que devia fazê-lo. O leitor-cantor repetia o esquema tal como aprendido a entoar segundo a tradição oral.

Surgiram várias formas de salmodias judaicas em diferentes países de acordo com diferentes correntes da tradição musical judaica. Os taamim ainda são usados na leitura em cantilena do texto bíblico.[3]

Conhecer a função de cada sinal, conjuntamente, com a passagem bíblica, nos permite compreender o sentido do texto muito além de apenas considerarmos regras gramaticais e as palavras isoladamente.



[1] Os acentos hebraicos servem basicamente a três propósitos: 1) Eles marcam a tonicidade da palavra. Ela geralmente será a última sílaba da palavra, mas também poderá ser a penúltima. 2) Eles regulam a recitação dos textos bíblicos, pois os rolos de textos bíblicos lidos nas sinagogas não têm pontuação, e as vogais e os acentos são recitados de memória. 3) Eles servem como sinais de pontuação, mostrando como era percebida a estrutura da frase por ocasião quando foram colocados no texto. Como sinais de pontuação, os acentos podem ser disjuntivos, que separam, ou conjuntivos, que ligam. Esses sinais nos ajudam a identificar as partes que compõem uma frase hebraica e são, desta forma vital para a compreensão do sentido do texto.
[2] A leitura do texto bíblico é ainda realizada nos dias atuais na forma de canto.
[3] Veja no link Navigating The Bible uma das possibilidades de cantilação do texto hebraico bíblico.