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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

História da Língua Hebraica (2)


Continuação da proposta do tópico anterior. Abordagem sobre os estudos da língua hebraica – “hebraico bíblico”.


Hebraico Bíblico (MALANGA)[1]

Períodos

Características

Textos

Arcaico

Primeira camada na qual o léxico apresenta maior proximidade com as línguas vizinhas.

Presente na Torá por meio de poemas e cânticos de redação anterior ao texto bíblico.

Pré-exílico
ou clássico

O hebraico do período clássico serviu de modelo da língua pura e perfeita.

É uma língua rica em termos concretos e pobre em termos abstratos e adjetivos.

Possui grande riqueza de sinônimos para as idéias mais importantes, os quais não são sinônimos perfeitos, mas representam sutilezas de expressão, o que é importante para a poesia e para o estilo do hebraico, baseados na repetição.

Os livros atribuídos a esse período têm grande grau de homogeneidade lingüística, com apenas 500 radicais hebraicos, mas ocorrem 2 mil casos de hapax legomena, ou seja, de palavras que aparecem uma única vez, o que dificulta a tradução.

Abrange a maior parte da Bíblia Hebraica.

No período clássico foi escrita a maior parte da Torá e, de acordo com alguns estudiosos, quando do retorno dos exilados e da construção do Segundo Templo, apenas teria sido feita a fusão das fontes.

Os livros históricos de Samuel e Reis pertencem a esse período.

Observação 1: Como os mesmos relatos de Samuel e Reis são repetidos nos livros de Crônicas, que são do período pós-exílico, foi possível estudar comparativamente ambos os textos para descobrir diferenças de língua e de estilo.

Observação 2: A maior parte dos livros dos profetas também foi escrita no período do Primeiro Templo: Amós e Oséias (século VIII a.E.C.); Isaías de 1-39 e Miquéias (século VII a.E.C.); Jeremias e Habacuc (século VI a.E.C.). Também do século VI a.E.C. seria o Livro das Lamentações.

Pós-exílico
ou do
Segundo Templo

O hebraico pós-exílico apresenta uma maior influência do aramaico, graças a um maior contato com essa língua, sobretudo para aqueles que tinham ficado em Judá, justamente a população menos culta.

O hebraico do período tem uma maior aproximidade com o hebraico mishnaico, a fase posterior da história do idioma hebraico.

Observação 1: Anterior ao exílio já havia um contato com os povos de fala aramaica no norte e no nordeste.

Em 721 a.E.C. o reino do norte foi subjugado pelos assírios, a população israelita da Samaria foi em parte substituída por uma população de língua aramaica, colocando o hebraico em constante contato com esta.

Observação 2: Após a restauração, no período do Segundo Templo, o hebraico permanece em constante contato com o aramaico: a) os vizinhos ao norte da Judéia; b) o aramaico tornou-se a língua oficial administrativa do Império Persa para todo o Crescente Fértil que faz parte dos seus domínios de 538 a 533 a.E.C.



[1] Adaptado de: MALANGA. Eliana Branco. A Bíblia Hebraica como obra aberta: uma proposta interdisciplinar para uma semiologia bíblica. São Paulo: FFLCH/USP; Associação Editorial Humanitas; FAPESP, 2005. p.79-81.

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