Nosso Blog é melhor visualizado no navegador Mozilla Firefox.

Pesquisar este blog

Total de visualizações de página

Translate

Seguidores

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Hebraico Iemenita

Hebraico Iemenita: I have already listed way more distinctions than are currently pronounced in modern Hebrew. The pronunciation I am following here is the pronunciation of Hebrew as preserved by the Jews who lived in Yemen. Most scholars believe that the Jewish community of Yemen has preserved the most pristine pronunciation of Hebrew in existence. Other communities, such as those from Iraq, Iran, Morocco, etc.. have also preserved pronunciations very similar to that of the Jews of Yemen. >>> Leia mais, clique aqui.


Baixar vídeo


Click on any of the names of the letters in the chart below to hear how they are pronunced:

Alaf

Beth

Veth

Jimal

Ghimal

Daladh

DHaladh

Heh

Strong Heh

Waw

Zahn

Hheth

Tet

Yudh

Kaf

Khaf

Lamad

Mem

Nun

Samakh

Ahn

Peh

Feh

Ssadeh

Quf

Resh

Shin

Tau

Vowels: Hear all their sounds

E por fim ouça os casos de sons similares.

Hebraico: períodos de estratificação

Hebraico: períodos de estratificação (LANGER)[1]

Períodos

Características

Hebraico

Bíblico

1) O hebraico bíblico antigo: refletido na poesia bíblica. Nos poemas aparecem palavras incomuns que eram comuns em outras línguas semíticas.

2) O hebraico da prosa bíblica: que constitui a maior parte dos relatos bíblicos. O vocabulário reflete um povo de pastores e agricultores – classificação de espinhos, poços, etc. – são 8.000 palavras sendo que 2.000 aparecem apenas uma vez.

3) O hebraico bíblico tardio: que apresenta influência do aramaico.

4) O hebraico bíblico pós-exílio: marca uma nova era no desenvolvimento da língua. De 538 a.E.C., com Ciro, até 332 a.E.C., com Alexandre, os judeus viveram numa situação multilíngüe. O aramaico era usado como língua de comunicação com o mundo externo e também como língua escrita em certos textos literários. O hebraico por sua vez era falado pelo menos no sul da Palestina. Mais tarde, o hebraico passou a ser escrito e deu origem ao hebraico rabínico

5) Rolos do Mar Morto (séc. II a.E.C. até séc. II): várias teorias da existência de diferentes dialetos usados simultaneamente.

Hebraico

Rabínico

O hebraico rabínico foi transmitido pela Mishná (compilada e editada no ano 200) e pela literatura produzida pelos tanaístas (do séc. II até o início do séc. III) – e o hebraico do Talmud, e da literatura produzida pelos amoraítas (do séc. III até o séc. V.

Os estudiosos acreditam que quando a Mishná foi compilada, sua língua não era mais usada no norte de Israel, continuando, contudo, a ser falada por mais algumas gerações na região do sul. Portanto, o hebraico rabínico refletiria um dialeto hebraico falado durante o período do 2º Templo. Os livros bíblicos datados do final do período do 1º Templo e do 2º Templo em geral revelam fenômenos lingüísticos comuns à língua rabínica.

Três fatores colaboraram para a modificação do hebraico bíblico:

1) a influência do aramaico durante o período do exílio e da Babilônia;

2) as transformações naturais de uma língua em uso, ao longo dos anos;

3) a existência de dialetos distintos.

Diferenças entre o hebraico bíblico e o hebraico rabínico: no uso de certas consoantes, no uso de algumas formas verbais e, quanto ao léxico, modificações semânticas de certas palavras herdadas do texto bíblico. A semelhança morfológica une esses dois períodos do hebraico. Toda forma presente no hebraico rabínico já apareceu na linguagem bíblica.

O hebraico da Mishná não é homogêneo.

Exemplos:

1) as partes mais arcaicas (datadas do final do período do 1º Templo), apresentam uma aproximidade maior com a linguagem bíblica, do que as mais tardias.

2) a língua dos manuscritos difere em alguns momentos da língua dos impressos. Provavelmente os copistas realizaram mudanças, o que talvez seja indício de que a língua dos impressos tenha sido uma tradição antiga independente.

O hebraico rabínico sempre esteve em contato com o aramaico e há lingüistas que consideram a hipótese de os judeus, naquele período, terem sido bilíngües, pois a língua dos sábios absorveu fundamentos da gramática e do vocabulário do aramaico. Também o grego e o latim deixaram marcas no hebraico rabínico, mas apenas quanto ao vocabulário.

Hebraico Medieval

O Hebraico rabínico deixou de ser usado como língua falada por volta do final do séc.II, sobrevivendo como língua literária ao lado do aramaico. A transição do hebraico rabínico para o hebraico medieval se deu durante o século VI e VII com o domínio árabe indo até séc. XVIII ou XIX. Com os Paitanim (poemas litúrgicos) surge na Palestina o primeiro movimento de revitalização do hebraico. Os paitanim empregavam uma linguagem permeada de alusões bíblicas e neologismos.

Neste período temos a redação de midrashim e o início da atividade massorética. Esta revitalização limita-se apenas à linguagem literária.

No séc. V, observamos outro movimento de revitalização do hebraico, que partiu do oriente e alcançou o ocidente islâmico, em particular a Andaluzia.

O avanço da gramática árabe despertou o interesse pelos estudos filológicos do hebraico, contribuindo para este ressurgimento lingüístico.

O hebraico medieval não é simplesmente uma continuação derivativa artificial do gênero piyut. Os judeus de Andaluzia desenvolveram a poesia secular e a prosa. Surgiram estudos filológicos em hebraico e árabe: voltaram-se para o estudo da lingüística do hebraico bíblico e do hebraico rabínico, transformavam o sentido de palavras antigas e criavam por analogia novas palavras, expandiram formas gramaticais que davam conta das necessidades de expressão e introduziam elementos das línguas que os cercavam (árabe, latim e alemão).

Nesse período, os estudos lingüísticos estavam voltados para a gramática do hebraico bíblico e não para o incentivo do uso do hebraico como língua viva.

Os judeus neste período consideravam o hebraico de forma diferenciada:

1) em terras cristãs, onde o idioma era o romance, preferiam o hebraico para a criação literária (estilo pobre, morfologia dúbia e sintaxe questionável);

2) sob o domínio islâmico optavam pelo hebraico para poesia e árabe para a prosa;

3) muitos, entre eles Maimônides, lamentavam o abandono do uso do hebraico;

4) os puristas punham em dúvida a legitimidade do hebraico rabínico, voltando-se para o hebraico bíblico.

O hebraico medieval pode ser dividido em dois períodos:

1) medieval anterior: desde a consagração do Talmud até o séc. X. Esta língua reflete-se na obra dos paitanim, que se caracteriza pelos neologismos. Sua linguagem é considerada como continuação do hebraico rabínico da Palestina, usado como oração pública. Há uma mescla de novas formas, com a predominância da linguagem bíblica nas criações de cunho religioso festivo, enquanto nos midrashim que serviram de base para os poemas litúrgicos é a linguagem rabínica que está presente.

2) medieval posterior:

2.1 – A poesia hebraica de Saadia Gaon, primeira a ser escrita na Babilônia no século X, marca ressurgimento do hebraico deste período.

2.2 – Na metade do séc. X, os judeus da Espanha islâmica desfrutaram de um período de desenvolvimento cultural que contribuiu para o ressurgimento do hebraico, ao menos como expressão literária. O poeta da corte, uma nova figura da sociedade judaica, era um conhecedor das técnicas e temas da poesia árabe e do gosto contemporâneo tanto quanto da linguagem bíblica. O poeta por ser um filólogo contribuiu para imprimir purismo, correção gramatical e estilo bíblico à poesia.

2.3 - A maior parte da prosa medieval é da Espanha e da Província e tem uma forte influência da língua e da literatura árabe. Ocorre uma variedade lingüística entre os textos desta época: podemos distinguir trabalhos originais em hebraico e traduções para o hebraico de textos escritos em árabe e latim.

Observamos uma variação lingüística entre os textos escritos no domínio muçulmano que apresentam influência árabe, e aqueles escritos em territórios cristãos.

Cada gênero literário, trabalhos narrativos, composições filosóficas, filológicas ou de caráter místico e outros traz consigo variações lingüísticas.

No restante da Europa, a prosa era escrita em hebraico rabínico, no entanto, são encontrados elementos do hebraico bíblico, do aramaico, do árabe e também do francês, do alemão e do iídiche.

Hebraico Moderno / Hebraico Israelense

O período de transição do hebraico medieval para o hebraico moderno ou hebraico israelense foi lento e durou várias décadas:

1) o hebraico continuou sendo usado na escrita;

2) foram feitas algumas tentativas de adaptá-lo às necessidades modernas.

A partir do séc. XVIII surgiram jornais e revistas, editados pela “Sociedade Amigos da Língua Hebraica”, que recebiam contribuições de membros da Haskalá.

Na segunda metade do séc. XVIII, com a Haskalá, o hebraico teve um grande impacto. Este movimento cultural tentou restaurar o uso do hebraico como língua viva, purificando-a e promovendo o seu uso correto. Aumentavam sua força de expressão. Mostravam-se avessos aos termos calcados do alemão e de outras línguas ocidentais.

Uma nova era tem início com a publicação do artigo “Uma questão ardente” de autoria de Ben Yehuda.

Para Ben Yehuda, o “hebraico língua viva” era o aspecto mais importante do plano de assentamento da Palestina.

1881: Ben Yehuda instala-se na Palestina com a sua família e dá início à empreitada do ressurgimento do hebraico dentro de sua própria família.

Desafio: Desenvolver um vocabulário apropriado incorporando o material da literatura antiga e medieval e eventualmente criando novas palavras para serem incluídas no Thesaurus.

A falta de uma língua nacional na região auxiliou a empreitada de Ben Yehuda. Muitos professores abraçaram a causa e passaram a ensinar o hebraico em hebraico.

1890: Criação de uma comissão de língua que passou a se ocupar da criação de novas palavras.

1) foram empregados métodos específicos para adaptar a língua às necessidades diárias;

2) retorno ao material científico e técnico produzido pelas traduções medievais;

3) introdução de termos árabes na base de aproximação semântica hebraica, com sua adaptação nos padrões hebraicos;

4) Mishná, Talmud, Midrashim: adaptações de todas as expressões hebraicas e aramaicas, gregas e latinas, potencialmente úteis.

5) raízes do hebraico bíblico foram exploradas para derivação de vocabulário adicional de acordo com os padrões morfológicos.

1922: Sob o Mandato Britânico, o hebraico foi aceito como uma das línguas oficiais da Palestina – fato que marcou um novo estágio do uso da língua.

O estabelecimento da Universidade Hebraica de Jerusalém contribuiu para aumentar consideravelmente o vocabulário técnico da nova língua.

1948: Com a criação do Estado de Israel Moderno, o hebraico consolidou-se como a língua principal dom país e passou a desenvolver as próprias características.

1953: Surgimento da Academia de Língua Hebraica.

O ressurgimento do hebraico como língua falada desde o início foi associada com uma série de medidas normativas para torná-la uma língua intacta:

1) o hebraico bíblico foi aceito como base para a nova língua e um número de arcaísmos e estruturas gramaticais foram omitidas;

2) o hebraico rabínico teve alguns componentes incorporados; o sistema Tiberiense de escrita e de pronúncia foi aceito;

3) o sistema sintático do hebraico bíblico foi o aspecto menos apropriado às necessidades modernas e a preferência foi dada para a sintaxe do hebraico rabínico, fortemente influenciada por línguas ocidentais.

4) vocabulário: houve uma grande abertura para todos os estágios anteriores do hebraico e foram aceitos itens do aramaico, do árabe e de línguas judaicas não semíticas, persistindo o uso dos padrões morfológicos.

Por volta de 1930: importante controvérsia acerca da natureza do hebraico israelense:

1) alguns especialistas reclamavam que a coexistência do hebraico bíblico com o hebraico rabínico traria desordens estruturais, pois cada linguagem estaria associada a um meio diferente de expressar o mesmo conteúdo;

2) um novo sistema surgiu e nele por vezes há dois níveis diferentes de estilo, com elementos do hebraico bíblico e do hebraico rabínico usados uns ao lado do outro.

Há mais de quarenta anos, o hebraico israelense tornou-se objeto de questionamento lingüístico e estudos acadêmicos:

1) alguns lingüistas enfatizam a indo-europeização do hebraico apesar do fato de que a maior parte de seu componente básico é originário do hebraico bíblico e do hebraico rabínico;

2) para estes estudiosos, mesmo que o hebraico israelense ainda pareça ser uma língua semítica, suas relações semânticas são indo-européias e sua abordagem conceitual é ocidental. O hebraico durante a sua revitalização recebeu influência das línguas eslavas, do alemão, do inglês, do francês, do espanhol que são línguas maternas de muitos judeus que vivem em Israel.

Pronúncia: Judeus oriundos das mais diversas comunidades chegaram a Israel com as mais diversas pronúncias, destacando-se os três grupos principais: iemenita, sefaradita e ashquenazita.

Sentiu-se a necessidade de uniformizar a pronúncia e a academia de língua decidiu pela pronúncia sefaradita mais próxima do caráter original semítico da língua.

A pronúncia atual do hebraico israelense é um compromisso mais ou menos formal e espontâneo dentre as tendências competentes.

O hebraico israelense não é o resultado de uma evolução natural, mas de um processo inédito no desenvolvimento de uma língua. Representa o elo de uma corrente conectada durante 3000 anos às passagens bíblicas mais remotas.



[1] Adaptado de: LANGER, Eliana Rosa. Hebraico: uma língua e vários períodos de estratificação. IN: Cadernos de Língua e Literatura Hebraica. Publicação do Curso de Pós-Graduação de Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas – FFLCH/USP. São Paulo: Pólo, 2004. p.124-139.

עידן יניב והקינדרלעך - שלום עליכם

עידן יניב והקינדרלעך - שלום עליכם

Clique aqui para ver o vídeo.


domingo, 26 de outubro de 2008

Ética dos Pais - Pirkei Avót

Ele (Hilel) dizia: Mais carne, mais vermes; mais propriedades, mais cuidados; mais mulheres, mais feitiços; mais concubinas, mais impudor; mais empregados, mais roubo. Mais Torá, mais vida; mais estudo, mais sabedoria; mais indagação, mais discernimento; mais justiça, mais paz. Adquirir bom nome é adquirir um bem para si próprio; adquirir conhecimento da Torá é adquirir para si a vida no mundo vindouro.


Extraído de: BUNIM, Irving M. Ética do Sinai: Ensinamentos dos Sábios do Talmud. São Paulo: Sefer, 1998.



terça-feira, 21 de outubro de 2008

Hebrew Talk: 101 Hebrew Roots And The Stories They Tell

Hebrew Talk: 101 Hebrew Roots And The Stories They Tell (Paperback)

by Joseph Lowin (Author)

Click to look inside

Product Description: An exploration of Hebrew roots, shorashim, that draws from a a wide range of sources--biblical and Rabbinic texts, contemporary authors, and a diverse collection of Israeli Hebrew: newspapers, advertising slogans, slang and graffiti.



domingo, 19 de outubro de 2008

In the Beginning: A Short History of the Hebrew Language

In the Beginning: A Short History of the Hebrew Language (Paperback)

by Joel Hoffman (Author)

Publisher: NYU Press (March 1, 2006)


sábado, 18 de outubro de 2008

How the Hebrew Language Grew (Paperback)

How the Hebrew Language Grew (Paperback)

by Edward Horowitz

Publisher: Ktav Pub Inc; Rev Sub edition (September 1993)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Alfabeto Paleohebraico

Alfabeto Paleohebraico (Edson de Faria Francisco)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Alfabeto Hebraico Samaritano

Alfabeto Hebraico Samaritano (Edson de Faria Francisco)

domingo, 12 de outubro de 2008

Acentos Massoréticos

Acentos Massoréticos (Edson de Faria Francisco)


Veja mais:

O sistema de pontuação hebraico bíblico (massorético)

Neologismo semântico na massorá tiberiense

Hebrew Cantillation Marks

Humor (em hebraico)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Shevá (:) - Shevá Nach e Shevá Nad

Extraído de:
FERREIRA, Cláudia Andréa Prata. Cartilha de Alfabetização do Alfabeto Hebraico. Rio de Janeiro: Edição da Autora, 2001. p.31.

domingo, 5 de outubro de 2008

Sons estrangeiros incorporados ao hebraico

Extraído de:
FERREIRA, Cláudia Andréa Prata. Cartilha de Alfabetização do Alfabeto Hebraico. Rio de Janeiro: Edição da Autora, 2001. p.31.


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Consoantes: letras homofônicas (letras com o mesmo som)

Extraído de:
FERREIRA, Cláudia Andréa Prata. Cartilha de Alfabetização do Alfabeto Hebraico. Rio de Janeiro: Edição da Autora, 2001. p.30.