| ► O período de transição do hebraico medieval para o hebraico moderno ou hebraico israelense foi lento e durou várias décadas: 1) o hebraico continuou sendo usado na escrita; 2) foram feitas algumas tentativas de adaptá-lo às necessidades modernas. ► A partir do séc. XVIII surgiram jornais e revistas, editados pela “Sociedade Amigos da Língua Hebraica”, que recebiam contribuições de membros da Haskalá. ► Na segunda metade do séc. XVIII, com a Haskalá, o hebraico teve um grande impacto. Este movimento cultural tentou restaurar o uso do hebraico como língua viva, purificando-a e promovendo o seu uso correto. Aumentavam sua força de expressão. Mostravam-se avessos aos termos calcados do alemão e de outras línguas ocidentais. ► Uma nova era tem início com a publicação do artigo “Uma questão ardente” de autoria de Ben Yehuda. ► Para Ben Yehuda, o “hebraico língua viva” era o aspecto mais importante do plano de assentamento da Palestina. ► 1881: Ben Yehuda instala-se na Palestina com a sua família e dá início à empreitada do ressurgimento do hebraico dentro de sua própria família. ► Desafio: Desenvolver um vocabulário apropriado incorporando o material da literatura antiga e medieval e eventualmente criando novas palavras para serem incluídas no Thesaurus. ► A falta de uma língua nacional na região auxiliou a empreitada de Ben Yehuda. Muitos professores abraçaram a causa e passaram a ensinar o hebraico em hebraico. ► 1890: Criação de uma comissão de língua que passou a se ocupar da criação de novas palavras. 1) foram empregados métodos específicos para adaptar a língua às necessidades diárias; 2) retorno ao material científico e técnico produzido pelas traduções medievais; 3) introdução de termos árabes na base de aproximação semântica hebraica, com sua adaptação nos padrões hebraicos; 4) Mishná, Talmud, Midrashim: adaptações de todas as expressões hebraicas e aramaicas, gregas e latinas, potencialmente úteis. 5) raízes do hebraico bíblico foram exploradas para derivação de vocabulário adicional de acordo com os padrões morfológicos. ► 1922: Sob o Mandato Britânico, o hebraico foi aceito como uma das línguas oficiais da Palestina – fato que marcou um novo estágio do uso da língua. ► O estabelecimento da Universidade Hebraica de Jerusalém contribuiu para aumentar consideravelmente o vocabulário técnico da nova língua. ► 1948: Com a criação do Estado de Israel Moderno, o hebraico consolidou-se como a língua principal dom país e passou a desenvolver as próprias características. ► 1953: Surgimento da Academia de Língua Hebraica. ► O ressurgimento do hebraico como língua falada desde o início foi associada com uma série de medidas normativas para torná-la uma língua intacta: 1) o hebraico bíblico foi aceito como base para a nova língua e um número de arcaísmos e estruturas gramaticais foram omitidas; 2) o hebraico rabínico teve alguns componentes incorporados; o sistema Tiberiense de escrita e de pronúncia foi aceito; 3) o sistema sintático do hebraico bíblico foi o aspecto menos apropriado às necessidades modernas e a preferência foi dada para a sintaxe do hebraico rabínico, fortemente influenciada por línguas ocidentais. 4) vocabulário: houve uma grande abertura para todos os estágios anteriores do hebraico e foram aceitos itens do aramaico, do árabe e de línguas judaicas não semíticas, persistindo o uso dos padrões morfológicos. ► Por volta de 1930: importante controvérsia acerca da natureza do hebraico israelense: 1) alguns especialistas reclamavam que a coexistência do hebraico bíblico com o hebraico rabínico traria desordens estruturais, pois cada linguagem estaria associada a um meio diferente de expressar o mesmo conteúdo; 2) um novo sistema surgiu e nele por vezes há dois níveis diferentes de estilo, com elementos do hebraico bíblico e do hebraico rabínico usados uns ao lado do outro. ► Há mais de quarenta anos, o hebraico israelense tornou-se objeto de questionamento lingüístico e estudos acadêmicos: 1) alguns lingüistas enfatizam a indo-europeização do hebraico apesar do fato de que a maior parte de seu componente básico é originário do hebraico bíblico e do hebraico rabínico; 2) para estes estudiosos, mesmo que o hebraico israelense ainda pareça ser uma língua semítica, suas relações semânticas são indo-européias e sua abordagem conceitual é ocidental. O hebraico durante a sua revitalização recebeu influência das línguas eslavas, do alemão, do inglês, do francês, do espanhol que são línguas maternas de muitos judeus que vivem em Israel. ► Pronúncia: Judeus oriundos das mais diversas comunidades chegaram a Israel com as mais diversas pronúncias, destacando-se os três grupos principais: iemenita, sefaradita e ashquenazita. ► Sentiu-se a necessidade de uniformizar a pronúncia e a academia de língua decidiu pela pronúncia sefaradita mais próxima do caráter original semítico da língua. ► A pronúncia atual do hebraico israelense é um compromisso mais ou menos formal e espontâneo dentre as tendências competentes. ► O hebraico israelense não é o resultado de uma evolução natural, mas de um processo inédito no desenvolvimento de uma língua. Representa o elo de uma corrente conectada durante 3000 anos às passagens bíblicas mais remotas. |