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domingo, 13 de julho de 2008

Línguas em extinção: o Hakitia em Belém do Pará

Línguas em extinção: o Hakitia em Belém do Pará

Cássia Scheinbein

Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós- graduação em Estudos Lingüísticos da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais.
Orientadora:
Profa. Dra. Maria Antonieta Amarante de Mendonça Cohen.
Data da Defesa:
ano de 2006.

Resumo: Esta dissertação tem como objetivo descrever o processo de extinção do hakitia, uma língua românica e judaica, na comunidade sefardita de Belém do Pará, Brasil. A pesquisa visou identificar em que estágio de extinção essa língua se encontra, quais de seus elementos ainda resistem, e assim compreender o que acontece com uma língua minoritária, em fase de restrição de uso frente ao português brasileiro. Faz-se uma contextualização histórica do hakitia, voltando-se a sua origem na Espanha, com a expulsão dos judeus em 1492, e suas várias rotas de exílio, dentre elas, o Marrocos no norte da África, e, a partir daí até a Amazônia. A pesquisa tem como base metodológica pressupostos gerais da sociolingüística laboviana; no que se refere ao contato lingüístico apóia-se em Thomason & Kaufman (1991). Os dados trabalhados são fornecidos por um corpus constituído para esta pesquisa, que compreende a transcrição de sete entrevistas com informantes de três faixas etárias de ambos os gêneros, da cidade de Belém. O trabalho mostra que o que ainda resiste do hakitia em Belém do Pará insere-se na estruturação das sentenças portuguesas. Foram classificados elementos lingüísticos, dentro do sistema verbal e nominal e também extra-lingüísticos, como o uso do hakitia como fator de identidade e língua de ocultação, dentre outros. As frases comuns e os provérbios são também registrados, mas relativamente poucos se comparados aos arrolados na literatura.

Palavras-chave: hakitia, sefardita, contato lingüístico, extinção, Belém do Pará.

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